Parangolé, Hélio Oiticica

Hélio Oiticica, Parangolé, MAM-Rio, Rio de Janeiro, 1965.

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Museu é o mundo; é a experiência quotidiana: os grandes pavilhões para mostras industriais são os que ainda servem para tais manifestações: para obras que necessitem de abrigo, porque as que disso não necessitarem devem mesmo ficar nos parques, terrenos baldios da cidade (como são bem mais belos que os parcotes tipo Aterro da Glória, no Rio) – a chamada estética de jardins é uma praga que deveria acabar – os parques são bem mais belos quando abandonados porque são mais vitais (meu sonho secreto, vou dizer aqui: gostaria de colocar uma obra perdida, solta displicentemente, para ser ‘achada’ pelos passantes, ficantes e descuidistas, no Campo de Santana, no centro do Rio de Janeiro – é esta a posição ideal de uma obra – como fazem falta os parques! – são uma espécie de alívio: servem para passar o tempo, para malandrear, para amar, para cagar, etc.
Hélio Oiticica, “Programa Ambiental” (1966)

Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, Brasil, 1937 – Rio de Janeiro, Brasil, 1980) artista…

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